Pai, coadjuvante principal
por Letícia Sallorenzo às 11:15 em 15/05/2009
Depois que eu engravidei, passei a valorizar ainda mais as mulheres que assumem e criam seus filhos sozinhas, sem a ajuda (financeira, moral ou mesmo de parceria) daqueles que se fizeram mais que presentes na hora da concepção. E lamento muito ver que não são todos os homens que vivem a paternidade com a mesma intensidade de homens como o meu Fernando, ou mesmo o Marcelo da Lyanne, ou o Renato da Renata. Se isso acontecesse, provavelmente teríamos um mundo muito melhor para se viver.
O pai é aquele cara que, durante a sua gravidez, só faz babar e acompanhar tudo o mais de perto possível. Ele só não vive o momento mais profundamente porque não pode dividir a barriga com você. É aquele que faz questão de estar presente em todos os seus exames de ultrassom, e fica irritadíssimo por não conseguir desmarcar uma reunião, justo no dia da sua consulta com a obstetra. É quem deita do seu lado à noite e faz carinho na sua barriga e conversa com o bebê que está lá dentro, a quem faz promessas e juras de amor até cair no sono. É quem sonha com o filho e diz: vai ser menino, eu sonhei com isso!
Depois que o bebê nasce, é ele quem vai te ajudar a cuidar da cria. É ele quem vai pedir pra ajudar na troca de fraldas, vai esquentar a mamadeira, botar o bebê pra dormir ou então acordar no meio da madrugada para fazer o filho dormir de novo, porque você está simplesmente exausta. Na gravidez, ele é coadjuvante. Mas na criação do seu filho, ele será ator principal.
Quando eu me descobri grávida, a primeira sensação foi de um gelo a percorrer o meu corpo todo e aquela insegurança que deve bater em toda mulher: “será que eu dou conta desse recado e dessa responsabilidade?” Respirei aliviada ao sentir o abraço terno do meu marido, que me tranqüilizou: ‘nesta caminhada, principalmente, nós estamos juntinhos’. Me sinto tranqüila ao ver que tenho um homem maravilhoso ao meu lado, pro que der e vier, que vai estar comigo (queira Deus) em todos os momentos da vida do Thiago e do(s) irmãozinho(s) que ele vier a ter. E, sinceramente, não sei se teria forças para encarar a responsabilidade de uma gravidez sozinha.
Estava pensando nisso dia desses, e me lembrei da história que o padre que me casou adora contar. O padre Navarro gosta de surpreender os homens que vão à missa dele com essa suposição: “Imagine a seguinte cena: sua noiva virgem aparece grávida de repente; pelas leis e tradições de sua cidade, você tem o direito de apedrejá-la em praça pública. Em vez disso, você decide jogar pra cima toda a sua vida, abandona sua marcenaria e sua clientela, bota sua noiva no lombo de um burrico (o equivalente hoje em dia a um carrinho 1.0) e foge da cidade para salvar a vida de mãe e filho. E aí, machos de plantão, quem é que encarava uma pedrada dessas, hein?” (invariavelmente, os “machos de plantão” na igreja gaguejam). Tudo isso para concluir que, por mais que não tenha participado da concepção daquele filho tão especial, José foi o pai que todas as crianças mereciam ter.
Parabéns a todos os homens que conseguem viver a plenitude de uma paternidade – desejada ou não.
- 15/5/2009 - 17:44
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Mamie Bella - Letícia
leticia@notasdebeleza.com.br
Cadu e Adriano,
Parabéns aos dois! É de homens corajosos como vcs, que se emocionam com paternidade e com os filhos, que o mundo sente falta.
Lyanne: nós somos duas abençoadas, definitivamente! :)
Beijos a todos, e obrigada pelas palavras de carinho!
Letícia
- 15/5/2009 - 15:21
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MAMIE BELLA - Lyanne Rehder
casalmaly@gmail.com
Lê querida!!! até chorei lendo seu post. Não é mesmo uma delícia termos realmente a cumplicidade e parceria dos nossos homens? Também gostaria que todas pudessem passar por essa alegria :)
- 15/5/2009 - 13:06
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Adriano Peoh
c3peoh@gmail.com
Como papai babão que me tornei, até chorei ao ler o post.
- 15/5/2009 - 11:31
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Cadu
carloseduardo.webdeveloper@gmail.com
Adorei Letícia, grande beijo para essa familia linda