Pré-natal
por Letícia Sallorenzo às 12:07 em 05/06/2009
Como vocês já sabem, sou a responsável pelo blog
Notas de Beleza. No meu site, tomo todo o cuidado para equacionar a questão beleza com a questão saúde. Acredito que de nada vale uma maquiagem 'carésima' e importada num rosto que precisa urgentemente de um dermatologista para resolver problemas de acne que só esse especialista será capaz de dizer se é causado por fatores outros, como desequilíbrio hormonal ou diabetes, por exemplo.
Pois eu faço questão de trazer essa mesma filosofia para este blog da linha Mamie Bella, de O Boticário. Não dá pra dissociar gravidez de saúde. Acho inconcebível que, em pleno século XXI, e em centros metropolitanos, ainda existam mulheres que não façam um pré-natal adequado.
Gente, pré-natal começa antes de se engravidar. É quando você resolve que vai “rechear a barriga” e marca uma consulta com a ginecologista prá conferir se o “equipamento tá em dia”, por assim dizer. Quando fiz isso, minha médica me pediu uma série de exames, e me disse todos os cuidados que eu deveria tomar. No site do
Dr. Dráuzio Varela existe uma entrevista sobre os cuidados durante a gravidez que é uma aula de pré-natal. Recomendo a leitura.
Durante a gravidez, costuma-se fazer um exame de ultrassom por mês. Até o sétimo mês, posso dizer que dois são extremamente fundamentais: um, entre a 13ª e a 16ª semana de gestação, é quando se faz a análise da translucência nucal, detalhe da espinha do bebê na região da nuca que só é visível nesse intervalo da gestação. O resultado desse exame pode indicar tendência a problemas neurológicos no feto em formação. Se você passar nesse exame, ótimo. Se não passar, existe uma série de outros que vão confirmar ou negar os resultados da TN. Quando eu fiz esse ultrassom, nem respirava. Só depois que a médica disse: “valor tal pra translucência nucal, exame perfeito”, eu (e o Fernando, do meu lado) voltei a respirar.
Na vigésima semana, o ultrassom também é muito importante: esse exame vai mostrar como o seu pequerrucho (ou pequerrucha, porque a essa altura já dá pra ver o sexo do bebê) se formou, se está tudo perfeito, ou se houve algum percalço no meio do caminho e talvez dê pra corrigir ainda na barriga. Outro exame que a gente faz com o coração na mão.
Mas nem só de ultrassons é feito o pré-natal. Logo no início da gravidez, o obstetra pede um exame de sangue que indica contra quais doenças a mãe tem anticorpos, além de pedir sorologia para HIV, todos os tipos de hepatites etc. Esse exame de sangue deve ser repetido na 28ª semana, a pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria, para evitar a ocorrência de casos em que mulheres que faziam o exame de sangue e estava tudo OK, pariam bebês com doenças que não haviam sido diagnosticadas nesse exame de sangue da mãe (ou seja, a mãe contraiu doenças no meio da gestação).
É com base em todos esses exames, mais o seu histórico de saúde (que é único, pessoal e intransferível), que o obstetra vai lhe dizer se a sua gravidez está OK ou se é de risco, se você tem que fazer repouso absoluto, repouso parcial, se precisa tomar suplementos vitamínicos e uma infinidade de etecéteras que eu jamais seria capaz de listar, porque não estudei medicina. E, ao final de sua gestação, ele será capaz de lhe orientar se você está apta a encarar um parto normal ou será necessário fazer uma cesariana.
Porém, para saber mais sobre os tipos de parto, se normal, cesariana ou natural, eu sugiro uma conversa com o seu médico. Ninguém tem mais autoridade de conversar sobre isso contigo do que ele. Ele é que é a autoridade máxima no assunto e entende que parto é um processo que, dependendo do perfil da gestante, pode ser arriscado tanto para a mãe quanto para o bebê. Tipo de parto não é nem nunca será índice de medição de intensidade de maternidade. Você não será mais ou menos mãe em função do tipo de parto que escolheu ou que sofreu. Até porque maternidade se constrói no dia a dia e na convivência com o seu filho.
O parto é muito o resultado do pré-natal. Ele pode ser rápido, demorado, crítico, complicado, simples, tranquilo, sério, nervoso...
Para mim, o parto ideal é aquele em que você passa por todas as etapas e exames da gestação e, no final, sua bolsa estoura, cai todo o líquido amniótico de uma vez só, seu corpo volta ao que era antes da gravidez e nesse momento toca a campainha da sua casa: é uma cegonha simpática, com um bonezinho cor-de-rosa, ou azul (ou bicolor, no caso de gêmeos), que anuncia: “Boa noite, dona! Chegou o seu filho! Toma ele aqui!” e vai-se embora. E você não precisa encarar o “trabalho” de parto. Já vai ter todo o trabalho de cuidar do recém-nascido (pelas próximas duas décadas, pelo menos), prá quê o “trabalho” de parto?
Isso é sonho, eu sei. Um sonho recorrente para esta mãe fresca e inexperiente que vos fala, que nunca encarou um trabalho de parto e que tá se borrando de medo de tudo o que lhe espera. Mas como seria bom, né? Já pensaram em quantas vidas de mães e de bebês seriam salvas, sem os riscos do parto?
- 3/7/2009 - 18:16
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kalu
kalubrum@yahoo.com.br
E o melhor parto é, sem dúvida, o parto normal humanizado. Pq? Pq ele não usa analgesia (que comprovadamente vai para o bebê), é melhor para a recuperaçãod a ma~e e bebê. Cesárea não é parto é cirurgia de grande porte com todo os riscos. pq ninguém fala isso?
Há uma pressão mercadológica, uma inndústria do nascimento. Se você pesquisar um pouco neste sentido vai descobrir isso. Parto é um ato fisológico, que, para a maioria das mulheres poderia ser vivenciado sem a necessidade médica. "Os imprevistos" acontecem, são identificáveis e nestes casos seriam feitas transferências para um serviço hospitalar. Isso acontece no primeiro mundo.
Parto é um evento feminino, sagrado. Um ritual de chegada a vida. É como um casamento. Eu não deixaria escolherem as flores, a música, a comida, os profissionais para este rito. Somos nós mulheres responsáveis por nosso parto. Temos que trabalhar nossos medos profundos, nossas certezas, nossa confiança. Assim como nosso corpo foi capaz de gerar ele pode parir. Quanto a analgesia ela deve ser usada com cautela, pq ela pode anestesiar a dor mas as percepções da mulher que deixa de saber a hora certa de fazer força. Anestesia o bebê que pode sofrer as tais alterações dos batimentos (sofrimento). Se deixarmos a mulher experenciar este momento com liberdade para andar, comer. Sem ser tocada de minuto a minuto, sem ser tosada, sem sofrer lavagem, manter a integridade do seu períneo, esta mulher pode dizer qye a dor vale a pena. eu vivi isso. Quando a gente come uma comida deliciosa recomenda para os amigos: vai no restaurante tal. O mesmo faço com este prtao que deliciei: parto natural vale a pena, para mãe e para o bebê. Ninguém é mais mãe ou menos mãe por isso. Mas se tentarmos, vencermos nossos medos mais profundos, somos melhores que nós mesmas.
- 3/7/2009 - 18:15
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kalu
kalubrum@yahoo.com.br
Precisamos de fato fazer um pré-natal bem-feito, mas eu acho que, por exemplo, um exame de Translucência Nucal é desnecessário para meu ponto de vista, porque ele apenas pode identificar que meu filho seja portador da Síndrome de Down. . Se desse positivo vc faria um exame invasivo com potencial de aborto? Eu não faria. Mais para frente é possível identificar a anomalia e as possíveis complicações da mesma. E a chance de um falso positivo é muito grande. Os US tb não são inofensivos. Há estudos que relatam que crianças expostas a muitos Us se tornam canhotas. Isso significa que algo "importante" sofreu alterações, certo?
- 3/7/2009 - 18:13
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kalu
kalubrum@yahoo.com.br
Letícia, eu acredito que vivemos uma realidade obstétrica preocupanete: será que todas as mulheres de classe média, com plano de saúde, são imcapazes de parir? Eu acredito que não. Acredito que vivemos um momento em que médicos não querem esperar 18h ou mais horas para um parto normal e receber apenas 400 reais. Apesar de receberem o mesmo por uma cesárea em 30 minutos a cirurgia está realizada. Para conquistar um parto normal hj, não basta querer. Tem que desconstruir muita coisa e principalmente acreditar que nosso corpo funciona
- 3/7/2009 - 15:57
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Camilla
camillabrandel-submarino@yahoo.com.br
Muito esquisito isso de "Cada mulher deve decidir o que é melhor para si". Parece que as grávidas estão pensando só em si mesmas. Eu estou esperando o meu 1o. filho e desde o começo estou planejando o meu parto normal, pois sei que é o melhor para o bebê. Afinal, qual é o objetivo de toda a gestação? É o bebê, certo? Então é nele que temos que pensar. Por acaso descobri depois que o parto normal é bom para a mãe, também, mas isso só reforçou a minha decisão.
Se vamos ter filhos, tá na hora de aprendermos a abrir mão de algumas coisas por causa dele. Eu abri mão de ficar "escolhendo" parto. Pesquisei o melhor parto e tá escolhido, pronto! Agora é só torcer pra não cair nos 15% de mulheres que realmente precisam de cesárea.
- 20/6/2009 - 10:47
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Bruna
brunapp.perecini@gmail.com
Seu vc ñ deve confiar no seu obstetra?
hum. deve sim.. mas tudo depende das suas espectativas!.. sua intuição nessa hora deve responder a essa pergunta.
mas muitas das perguntas so serão respondidas perto das 38 semanas. qndo alguns médicos Cesaristas começam a inventar desculpas para marcar a salvadora cesarea...
agora se sua medica for A obstetra.. a obstetra q dá espaço para as decisões da mãe... do pai..
vc vai perceber MAIS cedo ou MAIS tarde
tudo depende da sua visão do parto e das suas escolhas tbem...
mas uma coisa eu te digo muitas vezes anos e anos de faculdade de medicina não forma um profissional 100%...
as vezes o dinheiro e a agenda lotada grita mais alto se é que vc me entende rsrs..
mas isso não pode ser generalizado conheço MUITOS profissionais que fazem justo a sua profissão.
beijos e atualizemmmm