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Resguardo

por Renata Penna às 12:33 em 30/06/2009

Antigamente, era comum que se acreditasse que a mulher recém-parida devia ficar em casa, quietinha, por um tempo determinado, e só depois “retomar a vida”. Era o tal do ‘resguardo’, que até hoje muita gente cita.

Eu acho que ficar em casa mais quietinha só com o bebê ou retomar a vida, sair para arejar a cabeça e ter contato com outras pessoas (desde que com o bebê a tiracolo, claro, para o bem da amamentação exclusiva!) é uma questão muito pessoal. Não existe uma maneira certa ou errada de fazer. Tudo depende de como você vai se sentir, das suas necessidades, desejos, sentimentos.

Eu, particularmente, apesar de curtir muito o meu cantinho, também sou ‘rueira’, e não consigo ficar em casa enclausurada por muito tempo, não. Com as filhotas mais velhas, até que demorei um tanto mais pra sair, afinal eram duas, e a logística para os passeios com as duas a tiracolo era bem complicada, quando elas ainda eram recém-nascidas. Além disso, com primeiro filho, é normal a gente ficar mais insegura, mesmo. Fica achando que o bebê ainda é muito frágil pra sair de casa, que pode acontecer isso, que pode acontecer aquilo. Com o segundo filho, a gente já sabe que os bebês são seres bastante resistentes, hehe.

É por isso que eu, com a Chiara, ando pra cima e pra baixo, desde a primeira semana. Com a pequena penduradinha no sling, ela fica sempre juntinha a mim, sente-se segura, e o vínculo mãe-bebê, tão importante nesse comecinho, não fica comprometido. E eu posso curtir meus passeios numa boa, feliz da vida.

É claro que eu escolho muito bem os lugares para onde vou ou deixo de ir. Não vou me enfiar num shopping em pleno sábado à tarde com um bebê de poucos dias, por exemplo. Nem vou a um restaurante encarar fila de espera pro almoço de domingo. Muito menos a lugares onde eu possa encontrar aglomeração, barulho exagerado, fumaça de cigarro, muito vento, frio, enfim. Questão de bom senso, né?

Mas um almoço no shopping ou em um restaurante bacaninha num dia de semana, por exemplo, dá pra encarar numa boa. Um cineminha em sessão preparada para receber mães e bebês, também.

Isso sem falar dos encontros pensados especialmente para acolher mães no pós-parto, como encontros de grupos de apoio à amamentação, aulas de baby yoga, de dança com mamães e bebês, além do velho e bom costume de ligar para as amigas e combinar um passeio tranqüilo, um piquenique no parque quando o tempo está bom, um papinho num lugar bacana tomando um suco no meio da tarde. Tem muita coisa gostosa pra se fazer, e um filhote não é impeditivo pra você se divertir.

Tem gente que acha que quando a criança é levada muito pra cima e pra baixo acaba ficando agitada, irritada, sentindo falta da tranqüilidade do seu cantinho. Eu já acho que bebê feliz é aquele cuja mãe está feliz. Se você fica mais tranqüila dando um tempo em casa até que o seu bebê esteja maiorzinho, ótimo. Se você prefere sair e encontrar programas pra fazer com ele a tiracolo, ótimo também.

E pela minha experiência com a minha caçulinha, posso dizer que o cantinho deles, de verdade mesmo, é o colo e o peito da mãe. É ali, no final das contas, que eles se sentem em casa.
  • 1/7/2009 - 13:31
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Mamie Bella - Renata

rp-rodrigues@uol.com.br

oi, 'grávida'! (não sei seu nome) na verdade, sorte de todos os bbs que têm mães conscientes e empoderadas o bastante para tomares suas próprias decisões, não é mesmo? como eu disse no texto, não existe um certo ou errado, nem um melhor ou pior para o bb, por definição. existem escolhas, com base nos nossos sentimentos, nos nossos valores. ficar em casa é ótimo, se te faz feliz. e sair também, da mesma forma! bjo

  • 30/6/2009 - 20:20
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Blog da Grávida

blogdagravida@hotmail.com

Bom, eu como ainda vou ter o PRIMEIRO, vou me dar ao direito de passar pelo menos os dois ou três primeiros meses numa "bolha". No que depender de mim, ele (ela?) só vai sair de casa quando for estritamente necessário: pra tomar vacina, ir ao pediatra, etc. No mais, quero evitar principalmente o trânsito, por que confio muito em mim e no meu marido na direção, mas não conheço os outros motoristas e não tenho motivos para confiar neles. Claro que isso pode soar neurótico-paranóico-exagerado pra mães de segunda viagem ou mesmo pras pessoas que pensam diferente. Mas é bem como você escreveu: o bebê fica feliz se a mãe estiver feliz. E sei que estarei feliz assim. Aqui temos tudo o que precisamos: quintal, sol, árvores, pássaros, comidinha caseira de primeira, música ambiente perfeita...e a presença constante de amigos, parentes..pessoas que nos amam. Não vou sentir falta de ir pra rua... tive a vida toda pra "ruar" por aí, pra bater perna por aí. Dois meses de "sossego" vão fazer bem. Assim espero!!!! (Ah, comentei sobre isso com algumas amigas e pelo menos metade discordou... mas o filho é meu, né? Sorte dele kkk)

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Juliana EliezerA Joo é de São Paulo, faz faculdade de Letras, tem 32 anos e seu baby é esperado para setembro!

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