Úteis. Ou nem tanto!
por Renata Penna às 12:19 em 06/07/2009
Hoje eu vou falar sobre uma coisa que dá um trabalho danado para as mães, especialmente as de primeira viagem:
o enxoval do bebê.
Se você entrar em uma loja de artigos para bebês e pedir para uma vendedora te ajudar a fazer uma lista para o enxoval... vixe! É melhor ter tempo pra gastar, porque a lista de “indispensáveis” vai ser enorme. Sem falar no monte de palpites que você vai escutar: “já comprou isso?”, “já comprou aquilo”, “mas é muito importante, você vai precisar!”.
Quando o bebê nasce, a gente se dá conta que o negócio é bem mais simples. Na verdade, verdade verdadeira mesmo, o seu bebê só vai precisar de você, do seu colo, do seu peito, do seu aconchego e da sua proteção. Tudo o mais é acessório, dá pra improvisar, dá pra dar um jeito.
Agora, é claro que a gente se prepara para a chegada do filhote procurando se cercar de tudo o que possa facilitar a vida e trazer mais bem estar e conforto pra gente e pra ele.
Pensando nisso, resolvi usar minha experiência de mãe de três e contar pra vocês quais foram os ítens de enxoval que não me serviram de nada, e quais foram os que me ajudaram bastante:
Entre os mais 'desnecessários' (na minha opinião), estão:
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mamadeiras: se você pretende amamentar, não há porque ter mamadeiras em casa. Aliás, elas acabam sendo uma tentação desnecessária naqueles momentos de maior cansaço, de dificuldades com a amamentação, das dores iniciais que fazem parte do processo. Se sua intuição é manter o seu bebê no aleitamento materno exclusivo, dispense as mamadeiras. Além de desnecessárias, elas podem ser prejudiciais, pois oferecer leite na mamadeira a um bebê que mama no peito pode fazer com que ele venha a fazer o que se costuma chamar de “confusão de bicos”: como a ‘pega’ que o bebê tem que fazer com a boca e a língua para mamar na mamadeira é diferente daquela que ele precisa fazer para mamar no peito, ele acaba se confundindo. Também é comum que o bebê, depois de mamar na mamadeira, fique “preguiçoso” para mamar no peito, já que o leite da mamadeira sai com muito menos esforço. Tudo isso pode levar a um desmame precoce. Ainda que seja preciso, por qualquer motivo, armazenar leite para que o bebê consuma na ausência da mãe, esse leite pode ser oferecido ao bebê de outras formas, como colherinhas, copinhos pequeninos, entre outras opções. Acreditem, dá certo, embora pensando assim pareça quase impossível. E mesmo depois que seu bebê já possa consumir outros líquidos, eles podem ser ofertados de outras maneiras. Minhas filhas mais velhas, por exemplo, nem sabem para que serve uma mamadeira. Desde que saíram do aleitamento exclusivo, tomaram líquido em xicrinha de café, em copinho com válvula, e depois no copo normal, de plástico.
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chupetas: aqui em casa, nunca tivemos. Para um bebê que mama em livre demanda (sem horários fixos, o ideal para um recém-nascido), com ‘livre acesso’ ao seio materno, provavelmente a necessidade de sucção será menor. E mesmo que seu bebê seja um ‘maxi-sugador’, e tenha particular adoração por ficar pendurado no seu peito, ‘chupeitando’, tenha em mente que essa fase passa muito rápido, e que se ele precisa de conforto e segurança, é melhor que obtenha isso de você, do que de um objeto de plástico, frio e impessoal, não? Além do mais, o uso da chupeta tem uma série de conseqüências, como a ‘confusão de bicos’ de que falei acima, prejuízos à arcada dentária, alteração dos padrões de respiração e sucção do bebê, entre outros problemas. É muito comum a gente ouvir “ah, antes a chupeta do que o dedo!”. Se você ouvir isso, desconfie. A pediatra das meninas mesmo sempre me disse que antes o dedo do que a chupeta. Afinal, quando a criança vai crescendo e usando as mãos para outras finalidades (engatinhar, apoiar-se, segurar objetos, comer, desenhar, brincar), como ela precisa tirar o dedo da boca para isso, naturalmente esse hábito vai sendo abandonado. Já com a chupeta, isso não acontece, pois seja o que for que a criança estiver fazendo, a chupeta pode estar lá, ‘enfiada’ na boca.
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bolsa de bebê: usamos nos primeiros meses de vida das nossas filhotas mais velhas, mas logo trocamos por uma prática e confortável mochila, dessas básicas, esportivas. Bolsas de bebê, em geral, são enormes, incômodas e difíceis de carregar. Além disso, carregar uma bolsa enorme a tiracolo com um bebê nos braços não é uma tarefa muito fácil. A mochila, por outro lado, fica pendurada nas costas, e seus braços ficam livres. Bem melhor.
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carrinho de bebê: aqui em casa, temos um daqueles bem grandões, cheios de acessórios, que faz conjunto com o bebê conforto. Entretanto, com as filhas mais velhas, ele foi pouco usado, aliás servia mais para deixar as meninas dormindo durante o dia, em casa, para que estivessem sempre perto de nós. Isso porque o negócio pesa, ocupa um espaço danado no porta-malas, dá trabalho pra abrir, pra fechar, pra carregar. Aconselho um daqueles leves e flexíveis, tipo “guarda-chuva”, que quando você fecha ficam bem pequenininhos e não ocupam muito espaço. Isso, se você fizer muita questão de ter um carrinho, porque pra quem tem um
sling, um
fast wrap ou qualquer outro tipo de carregador de bebê, não acho que faça tanta falta assim, não.
E entre os mais úteis:
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bebê conforto: indispensável. Levar bebês e crianças no carro, só na cadeirinha adequada. Além de ser lei, é questão de bom senso. Pode ser substituído por alguns tipos específicos de cadeirinha, que acomodam bebês de 0 a 20 kg. Entretanto, antes de comprar, é bom medir os espaços do seu carro e ver o tipo que mais se ajusta a eles. Aqui em casa, por exemplo, temos um bebê conforto meio “trambolhudo”, que compramos sem ter medido os espaços no carro, e quando ele é colocado no banco de trás, o banco do passageiro fica quase ‘colado’ no painel dianteiro.
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sling, fast wrap e carregadores de bebê em geral: acessório para todo dia, bom para deixar sempre à mão. Já cansei de falar disso aqui, de como o bebê fica aconchegadinho no corpo da mãe, sentindo-se seguro, protegido, ouvindo os batimentos cardíacos, a respiração da mãe. Além da praticidade de poder amamentar, embalar, tudo com as mãos livres. Já cheguei a passar quase o dia todo fazendo tudo em casa com a Chiara penduradinha no sling, e a pequena nem se dando conta da movimentação. Delícia.
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body: pra mim, a roupa mais confortável e prática para se usar com bebê pequeno. Macacão é bom, mas pra mim, tem botão demais. Body, você coloca, abotoa embaixo, bota um mijão ou uma calça por cima, e o bebê fica protegidinho. E você encontra de todos os tipos, manga comprida, manga curta, tecido mais grosso, tecido mais fino, liso, estampado, com frases engraçadas... roupa boa pra todas as ocasiões!
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balde para banho: depois que descobri esse jeito de dar banho no bebê, eu sinceramente me pergunto 'porque é que existem banheiras de bebê no mundo?'. Com o banho de balde (pode-se usar um balde de 15 litros de marca confiável), o bebê fica todo coberto pela água, não se sente ‘solto’ como acontece na banheira tradicional. É como se fosse um “ofurô para bebês”. Relaxante, aconchegante. Como uma volta ao útero. A nossa
Chiara adora.
Tem muitos outros ítens, úteis, e outros nem tanto. Se eu fosse falar de todos, ficaria uma lista imensa.
No final das contas, é bom lembrar que o que o bebê precisa mesmo de carinho, amor, segurança, aconchego e paz, tudo o que não tem pra vender em loja nenhuma. São coisas que a gente tem que buscar lá dentro, no fundo do peito.
Lá, bem aconchegadinho no nosso imenso coração de mãe.
- 31/10/2009 - 14:33
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Valeria
val2406@yahoo.com
Renata
Adorei suas dicas!
Estou grávida de gêmeos e penso mais ou menos como você.
estou bastante relutante em comprar aqueles kits de berço. Pois acho que vão ficar empoeirando e não vai ter tanta utilidade.
O que vc acha.
Abraço
Valeria
- 21/9/2009 - 21:46
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mamie bella - renata penna
rp-rodrigues@uol.com.br
elly, da minha tb!! deliciosas possibilidades... bjo!!
- 27/7/2009 - 21:54
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elly
ellyguevara@gmail.com
o sling e o banho de balde fez da minha maternagem um mundo de possibilidades...assino embaixo