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Pediatra

por Renata Penna às 17:35 em 13/07/2009

Depois que o filhote nasce, começa uma nova busca: um pediatra bacana, que possa acompanhar o crescimento do seu bebê, tirar suas dúvidas aqui e ali e te ajudar a se informar e a decidir com consciência como cuidar da saúde do seu pequeno(a).
 
Encontrar um pediatra que corresponda aos seus desejos e expectativas não é nada fácil. E eu digo por experiência, pois quando minhas filhas mais velhas nasceram, eu passei por cinco consultórios de pediatria, até encontrar a médica que se afinou com as minhas necessidades, e que cuida das minhas pimentinhas até hoje.

Eu acredito que um médico deve ser um parceiro. Pra mim, tem que ser. Não acredito em tratar os médicos como deuses, em acatar tudo o que dizem sem questionar, sem buscar informação. Eu, como mãe, procuro sempre decidir com consciência e responsabilidade. Não passo procuração para que decidam por mim. Mas acho importante ter à disposição um médico afinado com os meus valores e crenças no que concerne à criação das minhas filhas, para trocar idéias, ajudar a encontrar caminhos, respostas e tratamentos nas horas de dificuldade.

Acontece que encontrar um médico assim não é nada fácil. Há muito o que pensar, muito o que considerar, na hora de fazer essa escolha

A coisa já começa pelo tipo de abordagem que você quer ter para os cuidados com a saúde do seu filho: alopatia ou homeopatia? Para as mães que já seguem uma linha determinada e estão satisfeitas com ela, a escolha é mais fácil. Mas para aquelas que ainda estão em dúvida, vale a pena pesquisar bastante, entender as diferenças entre uma outra, compreender como cada uma enxerga os cuidados com a saúde, como trata o paciente, e aí sim, de posse de todas as informações relevantes, fazer a sua escolha. E sem esquecer que, se no meio do caminho a coisa parecer que não está caminhando bem, sempre se pode mudar de idéia

Escolhida a corrente da medicina que mais se adequa ao que você acredita, chega a hora de escolher o profissional. Quase sempre, a gente acaba indo atrás de indicações. O pediatra do filho da prima da vizinha, diz ela que é ótimo! Bem, vale a pena pensar: ótimo para quem, cara pálida?
 
Nem todas as mães querem a mesma coisa para os seus filhos. Se você deseja amamentar exclusivamente, por exemplo, o pediatra daquela amiga que desmamou o filhote com dois meses certamente não será uma boa opção. Se você acredita em uma alimentação natural, desista de procurar o pediatra da amiga que deu danoninho para o filho aos seis meses. E por aí vai.
 
Não é a gente que tem que se adaptar às crenças do pediatra. Pelo contrário. A gente precisa é encontrar um pediatra que se afine com o que a gente acredita. Senão, o resultado provavelmente vai ser muito desgaste, uma montanha de dúvidas – faço o que eu acho melhor, ou o que o médico recomenda? – e uma frustração imensa, por não seguir com o seu filho o caminho que você acredita ser o melhor.
 
Vale lembrar que não há UM pediatra “bam-bam-bam”. Há o pediatra que é melhor pra você, que está de acordo com o que você deseja para os seus filhos, com os valores da sua família.
 
E lembre-se sempre: relação médico-paciente não é casamento. Aqui, não fazem o menor sentido promessas de fidelidade e “amor eterno”. Se conforme o seu filhote for crescendo você sentir necessidade de seguir outros caminhos, não hesite em procurar outro pediatra. O mais importante é você se sentir segura.

E é claro, nunca, mas nunca mesmo, esqueça de ouvir o seu coração de mãe. Certamente, ele é mais sábio que o mais estudado dos pediatras.

  • 23/9/2009 - 17:04
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Eloi Ratacheski

eloiderionegro@gmail.com

Realmente vc está ao meu ver absolutamente certa. Somos pessoas que involuntariamente criam empatias e desgostos por outras pessoas. Pediatra tem que conversar, mostrar os limites que ele aceita ( isso nota-se nas entrelinha da conversa). E é claro que ele vai tentar simpatizar com teu ponto de vista....mas um espírito forte , mostrando que ele é assim e concorda com vc até tal ponto, é sinal de boa vontade para com vc. Ele não deve mostrar que faz clientelismo (te agradar por puro comercio). Deve sim querer aceitar o desafio de tratar teu filho...e não ter receio de explicar...

  • 23/9/2009 - 17:04
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Eloi Ratacheski

eloiderionegro@gmail.com

Realmente vc está ao meu ver absolutamente certa. Somos pessoas que involuntariamente criam empatias e desgostos por outras pessoas. Pediatra tem que conversar, mostrar os limites que ele aceita ( isso nota-se nas entrelinha da conversa). E é claro que ele vai tentar simpatizar com teu ponto de vista....mas um espírito forte , mostrando que ele é assim e concorda com vc até tal ponto, é sinal de boa vontade para com vc. Ele não deve mostrar que faz clientelismo (te agradar por puro comercio). Deve sim querer aceitar o desafio de tratar teu filho...e não ter receio de explicar...

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