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Colo? Quanto mais, melhor!

por Renata Penna às 19:48 em 03/08/2009

Se você tem um bebê pequeno, já sabe. E se você está grávida, logo vai descobrir.

Quando se trata de bebês e crianças, parece existir uma “patrulha do colo”, sempre disposta a controlar e limitar (e quem é que estabelece esse limite? Você se pergunta!) o tempo que você passa embalando seu bebê, dando colo e carinho a ele, mantendo-o bem pertinho de você, consolando choros e incômodos, enfim, aconchegando aquele pequenino ou pequenina que precisa e gosta tanto disso.

Não tardam a aparecer os comentários em tom de ameaça: “esse bebê está muito mimado!”, “assim, ele vai ficar muito dependente de você!”, “continua acostumando ele assim, que logo, logo ele só vai querer colo o dia inteiro e você não vai agüentar mais!”. Eu já ouvi todos esses comentários, mais de uma vez.

Mesmo assim, continuei e continuo dando todo o colo do mundo para as minhas filhas. Para as mais velhas, que hoje têm pouco mais de quatro anos, e já dão seus passinhos bem independentes pela vida, pedindo cada vez menos o colinho da mamãe (e eu é que fico com saudade, e agarro as duas à força de vez em quando, confesso!), e a Chiara, minha bebezinha de dois meses, que adora um colo e anda sempre penduradinha no sling, sentindo o meu calor e o meu carinho, a todo instante.

Pra mim, esse papo de que criança que fica muito no colo acaba patologicamente dependente, de que carinho demais estraga, de que o bebê tem que ser acostumado desde cedo a bastar-se a si mesmo, a consolar-se sozinho, sem precisar de aconchego, proteção, toque, não faz sentido nenhum.  
 
 
 
Pense bem: seu bebê passou nove meses enroladinho dentro da sua barriga, aconchegadinho, quentinho, totalmente saciado, seguro e protegido. Lá, ele desconhecia sensações cotidianas do lado de fora, como fome, frio, calor, sede, dores, desconfortos. Tampouco conhecia a sensação de solidão, já que a simbiose com a mãe era absoluta. Não sentia medo, não levava sustos.

De repente, ele chega do lado de fora, e tem uma avalanche de novidades para assimilar. Tem que se acostumar com cheiros, texturas, sons que não conhecia antes. Tudo é novo, e o novo assusta até os adultos mais independentes, não é mesmo? Então, nada mais natural que proporcionar ao bebê toda a segurança de que ele precisa para adaptar-se à nova vida fora da barriga da mamãe. E de onde vem essa segurança? Do colo, do toque, da proximidade.

A dependência do bebê não é uma patologia. Não é problema, não precisa ser ‘curada’. Pelo contrário. Bebês são dependentes por natureza, e têm todo direito de ser.

Com as minhas filhas, eu tenho percebido que colo, carinho, aconchego, nada disso tem medida. Quanto mais, melhor. E quando a gente permite que a criança seja dependente enquanto demonstra essa necessidade, elas vão dando seus passinhos naturalmente, e um belo dia, a gente olha e pensa: “caramba, onde está aquele bebezinho que passava o dia todo no meu colo e não me dava um minutinho de fôlego nem pra ir ao banheiro? Quando foi que essa criaturinha cresceu desse jeito, que eu nem vi?”.

Foi assim com as mais velhas, que foram muito ‘coleiras’ quando pequenas e, hoje, são duas menininhas independentes (tanto quanto podem ser crianças de quatro anos), e tenho certeza que será assim também com a Chiara, que tem e terá todo o colo que quiser, enquanto quiser.

A verdade é que os filhos crescem muito, muito rápido. Muito mais rápido do que a gente gostaria.

É por isso que a melhor coisa do mundo é a gente curtir cada fase, sem cobranças, sem querer atropelar etapas, sem apressar as coisas. Cada fase tem a sua magia, a sua beleza, a sua delícia.

Quando passa, dá uma saudade imensa. E aí, a gente é que fica querendo colo...
  • 21/9/2009 - 21:42
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mamie bella - renata penna

rp-rodrigues@uol.com.br

oi Clarissa, seja bem-vinda! é isso aí, colo não deixa ninguém dependente. pelo contrário. quanto mais colo, mais amor, mais carinho e presença, mais seguros eles se sentem, e preparados para darem seus passinhos, cada um no seu tempo! bjo!!

  • 15/9/2009 - 10:43
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Clarissa Oliveira

clarissajoliv@hotmail.com

Concordo com você em gênero, número e grau! Tenho três meninos e dou muito colo pra eles, sempre que temos necessidade uns dos outros. Eles são carinhosos e independentes. Para nós, o colo é como o abraço, uma demonstração de carinho. Bejos e adorei este espaço!

  • 8/8/2009 - 13:20
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mamie bella - renata penna

rp-rodrigues@uol.com.br

'blog da grávida' (sempre fico na dúvida de qual o seu nome, rs) conheço o nana nenê, e pra dizer a verdade, sou radicalmente contra o método. deixar um bebê chorando, sozinho, sem acalando, sem segurança, é algo que não faz o menor sentido pra mim. se funciona? bem, imagino que funcione. mas não porque o bb aprende alguma coisa. aliás, aprende sim: aprende que tem que se virar sozinho, e que não adianta chorar quando sente alguma necessidade, porque não será atendido. o bebê aprende a se resignar. não é o que eu quero para as minhas filhas. a mensagem que eu quero passar pra elas é de que estarei sempre ao lado delas, sempre disposta a ajudá-las no que puder. algumas vezes, essa ajuda será apenas estar presente, como já falei em outro texto. mas isso, pelo menos, eu posso garantir que terei sempre para dar a elas, meu carinho, meu apoio. minhas filhas de 4 anos sempre tiveram todo colo do mundo, e são duas menininhas super independentes, super tranquilas, muito felizes. colo não estraga, colo alimenta. colo dá segurança. bebês não são independentes, não precisam ser, não é da natureza deles. na vida, tudo tem seu tempo. e você tem razão, não há nada melhor do que seguir seu instinto e seu coração de mãe. aproveito para indicar uma outra leitura que também ajuda a resolver problemas com o sono, e é bem mais 'mamífero' que o nana nenê, rs. é "soluções para noites sem choro", de elizabeth pantley. muito bacana, a visão de família, das necessidades do bebê. eu não apliquei nenhum método com as minhas, porque pra mim o melhor método é respeitar o nosso tempo e descobrir os caminhos no nosso olho no olho, no nosso dia-a-dia, na nossa relação. mas pra quem gosta de ter um 'plano de ação' pra resolver dificuldades, esse é bem bacana. bjo rÊ

  • 6/8/2009 - 1:46
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Blog da Grávida

blogdagravida@hotmail.com

Tenho muitas dúvidas em relação a isso. Sei que vou querer dar todo o colo que puder, todo o carinho que puder, mas tenho dúvida se é o melhor para a criança. Estou lendo um livro que chama "Nana Nenê". Ainda não terminei. Estou gostando muito das dicas. Uma delas é evitar o tal "canguru" em casa. O livro fala que o canguru é ideal para passeios, para quando mãe e filho vão sair. Não sei ainda se vou seguir o que o livro fala, o que o pediatra falar, o que as outras mães falam e falarão. Estou lendo muito sobre isso, ouvindo todas as opiniões. Mas estou muito dividida. Acho que vou esperar chegar a hora e tentar descobrir o que é melhor para o meu bebê e para mim. Foi bom ler o que você escreveu, mas continuo com dúvidas...

  • 3/8/2009 - 21:13
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mamie bella - renata penna

rp-rodrigues@uol.com.br

é mesmo? eu acho ela tããão a cara do pai... =P

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