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Mãe, mamãe, mãezinha

por Letícia Sallorenzo às 15:22 em 18/09/2009

Certos momentos na sua vida fazem você sentir que já deu mais alguns passos adiante. Uma série de primeiras vezes que fazem você se sentir mais importante, mais gente, mais adulta.
 
A primeira transa, a carteira de habilitação, quando você vai morar sozinha... são momentos únicos, que te trazem a sensação de que a sua infância ficou cada vez mais lá atrás, e você amadureceu um pouquinho mais depois daquela intrigante hora H. Depois que você se acostuma com o fato de já morar sozinha há algum tempo, ou de dirigir há não sei quantos anos, parte da magia (e da sensação de “nossa senhora, o que está acontecendo comigo?”) já se foi.
 
Mas gerar uma nova vida não é pouca coisa. E essa sensação de nossa senhora, o que que tá acontecendo comigo? perdura. Parece que você foi abduzida para outra dimensão, a dimensão da maternidade, das mulheres que já procriaram – e que, por tabela, ganharam uma responsabilidade enorme perante o mundo.
 
E você sente isso quando é chamada de mãe – não pelo seu filho, mas por um estranho. Quando o pediatra do Thiago me chamou de mãezinha pela primeira vez, quase tive vertigem. Senti naquele vocativo inocente algo muito mais sério do que o fato de que ele tinha se esquecido do meu nome – algo que eu não tenho o direito de criticar, pois faço isso direto com todo mundo. Mas quando o Dr. Newton me chamou de mãezinha, me senti ao mesmo tempo poderosa, responsável, importante, madura... foi quase como subir de casta.
 
E me lembrei de uma cena que eu vivi com a irmã de uma amiga minha, quando eu tinha meus 14, 15 anos (semana passada! O passado remoto aconteceu na semana passada! Não vamos fazer contas, combinado? ;) ) Ela tinha seus 17 anos e estava grávida. E, em meio ao turbilhão de sensações que uma gravidez totalmente inesperada aos 17 anos traz para uma mulher, ela revoltou-se com o fato de deixar de ser a Fulana de Tal para ser a Mãe do fulaninho.
 
Já fui chamada de mãe, mamãe ou mãezinha por muita gente. Enfermeiras, médicos, vizinhos,  minha própria mãe e até mesmo o meu marido. Longe de me enfezar com isso, eu me senti muito feliz com o novo título conquistado.
 
Me lembro como se fosse hoje da irmã da minha amiga se queixando disso comigo. Na época, eu não sabia o que pensar de uma mulher que deixa de ser a Letícia Sallorenzo, por exemplo, para se tornar a mãe do Thiago. Hoje, vejo que o que ela pensava era uma grande besteira. Primeiro porque parte de sua identidade, do que você é e pensa, seus valores éticos, morais, pessoais e religiosos serão transmitidos aos seus filhos pelo menos pelos próximos 20 anos.
 
 

Então, ser a mãe do Thiago significa que todos os valores sociais que o meu filho vai carregar e exibir ao mundo serão resultado do que eu, meu marido e nossas famílias transmitirem a ele. Portanto, mãe do Thiago é uma espécie de assinatura social que eu vou carimbar no trabalho de educação do meu filho. Tenho mais é que me orgulhar desse título!
 
O padre que celebrou meu casamento disse uma coisa muito forte durante a cerimônia, cuja verdadeira dimensão eu só começo a perceber agora: “fracasse como tudo. Fracasse como profissional, como filha, como vizinha, até mesmo como esposo ou como esposa. Mas nunca, jamais, permita-se fracassar como mãe ou como pai, porque um serzinho inocente, que depende de você para tudo nesse mundo, será a principal vítima desse fracasso. Não deixe que isso aconteça nunca!”
 
E você, mãe do fulaninho ou da beltraninha, já pensou na assinatura que você vai 'carimbar' no seu filhote? Não faça um rabisco qualquer, capriche na letra!
  • 30/9/2009 - 14:22
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Luanna

luacaires@hotmail.com

Eu sempre acompanho esse blog, amo o que vcs escrevem... Tenho uma menina de um mÊs e meio, desde que ela nasceu me tornei a MÃE da Ana Lis e não há nada que me toque mais profundamente. um beijo. =***

  • 21/9/2009 - 23:06
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Mamie Bella - Letícia

leticia@notasdebeleza.com.br

Ah, Cynthia e dona Grávida, vocês não sabem como me deixam felizes ao ler esses comentários! sinto que não estou sozinha com esse melangé de sentimentos doidos aqui dentro de mim! ainda bem que a sensação é bem parecida muitas de nós, né? Beijos nas duas!

  • 21/9/2009 - 7:33
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Blog da Grávida

blogdagravida@hotmail.com

Já estão me chamando de "mãe" antes mesmo do bebê nascer. E estou amando! É o melhor título que eu já tive na vida. Já fui a "Fulana da Empresa tal", já fui a "filha de fulano e fulana", sou a "mulher de fulano" e por aí vai. Mas a "mãe de fulaninho" é a que me dá mais alegria. Me sinto exatamente como você falou: mais madura, responsável, mais sabida! Parabéns, mãe do Thiago, adorei o post! Beijo!

  • 18/9/2009 - 16:06
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Cynthia Santos

cynthia@casapoderosos.net

Nossa, eu AMO que me tratem como "Mãe do Arthur"! Me dá uma sensação de plenitude, mais nada se equipara a isso! E acho muito natural que a gente vire a "mãe do..." , afinal, agora que eles chegaram, é avez deles brilharem no palco da vida!

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