Momentos
por Renata Penna às 13:08 em 28/09/2009
E lá se foram quatro meses desde que a Chiara nasceu. Putz. É assustador o quanto eles crescem rápido. De um dia pro outro, aquele bebezinho tão molinho e dependente que só mamava e chorava começa a sorrir, a se virar sozinho, a segurar os brinquedos e se divertir com as coisas mais inusitadas, a ensaiar uma sentadinha sem apoio... ufa! É coisa demais ‘prum coração só. Ainda bem que o meu é forte, aliás, como todo coração de mãe.
Esse comecinho de vida dos bebês é muito, muito intenso. Tudo acontece muito rápido: as mudanças, as descobertas, os aprendizados, o crescimento. A gente pisca o olho, e já passou. Hoje, eu olho para as fotos do primeiro ano de vida das minhas filhotas mais velhas e chego a sentir uma dorzinha no fundo do peito, de tanta saudade. E olha que eu curti pra burro, me dediquei a elas integralmente, aproveitei cada instante, estive ao lado a cada passo da caminhada.
Não é que as outras fases não sejam gostosas, especiais. Cada etapa tem a sua magia, o seu barato. Minhas filhas mais velhas hoje também estão num momento super gostoso, falam e se comunicam, têm umas tiradas ótimas que, inclusive, eu sempre conto no
blog delas. São super companheirinhas e aprendem à beça a cada instante. Mas é exatamente porque cada fase tem a sua delícia que, quando passa, a gente morre de saudade. De cada uma, o tempo todo.
É por isso que eu acho tão importante curtir os primeiros meses, os primeiros anos de nossos filhos, com toda a dedicação, com toda a paciência do mundo. Com presença, mesmo, doando o nosso tempo, a nossa atenção, o nosso olhar cheio de amor, ternura, doçura. Sem cobranças, sem pressão para ‘retomar a vida’ o mais depressa possível.
A vida depois que os filhos nascem não é mais a mesma, e ainda bem. É muito melhor! Muito mais colorida, mais cheia de energia, mais divertida, mais imprevisível. Mais leve. Porque os filhos chegam ao mundo trazendo pra gente um infinito de possibilidades. Eles chegam pra fazer a gente se redescobrir. Reinventar.
E se a gente não aprende a levar as coisas um pouco mais leves, e entende que esses momentos dos nossos bebês vão passar logo e não vão voltar mais, que eles só vão ter três meses uma vez na vida, só vão engatinhar pela primeira vez uma vez na vida, só vão dar os primeiros passinhos e dizer as primeiras palavras uma vez na vida, acaba perdendo muita coisa. Nessa ânsia de corresponder às expectativas de voltar à vida apressada e produtiva da sociedade moderna, onde não se tem tempo para contemplar o sorriso ingênuo de um filhote.
E isso não significa que se tenha que parar de trabalhar, ou deixar de fazer isso ou aquilo. Não há cartilha para ser seguida, o importante é entregar-se ao instante da melhor forma possível, tanto quanto se deseje e tanto quanto seja possível. Cada um tem a sua maneira de fazer. O que não vale é deixar esse momento tão especial na vida do seu pequenino (e na sua também) passar batido.
Porque da vida, é só isso mesmo que a gente leva: momentos, lembranças, sentimentos. Todo o resto, a gente deixa pra trás.
E no final das contas, importante não é o que a gente tem, nem o que a gente faz. Importante mesmo é o que a gente vive.
- 30/9/2009 - 14:25
- Esse comentário foi útil?
- 0
- 0
Luanna
luacaires@hotmail.com
Renata, meu nome é Luanna tenho uma filha de pouco mais de um mês de vida... acompanho esse blog desde que descobri que estava grávida e tenho que te confessar, vc me inspirou muitas vzs com o que vc escreve aqui... me emocionas. Um beijo. =***