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Quando a mãe não tem nem direito às vírgulas

por Letícia Sallorenzo às 14:50 em 10/12/2009

Se você é mãe de primeira viagem, está no final da gravidez e não tem uma funcionária para lhe ajudar nas tarefas de casa, recomendo outros lugares mais agradáveis do blog Mamie Bella, como o nosso Flickr, cheio de imagens lindas de bebês fofuchos, ou mesmo nosso canal no Youtube.

Mas não leia esse texto aqui, porque é historinha de terror.

Vai continuar? Então, está por conta própria, viu? Depois não diga que eu não avisei.
Seguinte: me chamem de elitista, me chamem de burguesa, me chamem de dondoca. Fiquem à vontade. Mas eu não sei como é que uma mulher com um bebê em casa consegue dar conta do lava-passa-cozinha diário. Se alguém souber, explique nos comentários aqui embaixo, pelamordedeus. Essa eu tenho que aprender.

Isso me apavorava profundamente no final da gravidez. Mas não tínhamos grana pra contratar uma pessoa que trabalhasse em casa de segunda a sexta-feira. Até que o Fernando descobriu, aos 47 do segundo tempo, que ele tinha direito a auxílio-babá, válido também para empregadas domésticas, até que os filhos completassem seis anos (eu disse seis, SEEEEEEIIIIIIS ANOOOOOOOSSSSS).

Refizemos as contas e vimos que com essa graninha extra teríamos condições de ter uma funcionária trabalhando em casa. Contratamos uma (cof, cof) douta senhoura (cof, cof) quando o Thiago já tinha duas semanas. Nessa época, minha mãe ainda estava comigo em São Paulo e, como eu estava me recuperando da cesárea, que não foi fácil, nem ela nem o Fernando me deixavam fazer nada além de amamentar e dar banho no filhote.

Mamãe voltou pro Rio de Janeiro e tudo ia quase muito bem (“Fulana, por que você chegou às onze da manhã?” “Não, Letícia, eu cheguei às onze mas na verdade são dez da manhã”. Ouvi essa já no meio do horário de verão...) quando a douta senhoura decide pedir as contas com dois meses de casa. Da noite pro dia. E ainda veio me ensinar que EU é quem deveria demiti-la, porque assim ela sairia ganhando mais. Legal, né?

Mas você ainda continua por aqui, grávida? Tem certeza de que vai encarar o restante desta historinha de terror? Menina, vai ver o Flickr de hoje, vai... as fotos estão muito cuti-cuti! :o)

Daí que numa bela segunda-feira eu me vi sozinha em casa com um bebê de três meses para cuidar. Perdi até as vírgulas. Tive que cuidar do bebê trocar as fraldas fazer um café com leite pra mim mas pára porque o Thiago tá chorando vai ver o que é volta liga a água pro café e pensa no que vai fazer de almoço por que o Thiago não para de chorar corre pra ver o que ele quer volta pra cozinha pega um ovo e frita pra comer com o arroz e corre e lava o arroz e vai ver por que o Thiago tá chorando e pára tudo porque o telefone tá tocando e atende a campainha e volta e cuida do Thiago e se você tá preocupada em pontuar esse texto larga disso e me ajuda a procurar a chupeta do Thiago que eu não sei onde eu enfieiiiii!!!!!

Pra resumir de forma mais pontuada a minha situação, fiquei uma semana e meia sem ninguém pra me ajudar, das nove da manhã às sete da noite. A casa ficou imunda. Lavar as roupas (do Thiago inclusive) na máquina foi uma vitória. Passá-las foi tarefa abstraída. O almoço, ou eu pedia pra entregarem em casa ou eu começava a cozinhar às dez da manhã e terminava às quatro da tarde. São Pedro foi um carinha batuta comigo por esses dias, porque, além de me dar sol pra secar as roupas rapidinho no varal, ainda trouxe bastante calor. Com isso, o Thiago vivia só de fraldinhas o tempo todo, consumiu pouquíssima roupa.

Tive algumas crises nervosas e briguei algumas vezes com o pobrezinho do Fernando, que não tinha nada a ver com a história. Claro, alguma válvula de escape tinha que ter, né? E nesse meio tempo eu ainda recebi em casa a Andréa Carrer! Ela ficou conosco por dois dias!

Esse foi um dos motivos pelos quais eu resolvi fugir pro Rio de Janeiro. Fiquei uma semana chez maman. Consegui uma pessoa que me passasse roupas acumuladas por duas semanas e meia e deixei que Fernando e Zé se entendessem – coisa que eles fazem muito bem, Graçadeus!

Isto posto, por favor, me expliquem: como uma mulher pretensamente normal consegue dar conta de recém-nascido mais casa tudo junto, ao mesmo tempo? Perdi alguma coisa, alguma informação, ou a tarefa é de fato impossível? É dondoquice da minha parte ou toda e qualquer mulher que passe por situação semelhante, independente de classe social ou nível financeiro, sofre o maior perrengue de sua vida?
  • 18/12/2009 - 0:49
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Kira

kira_isa@yahoo.com.br

Bom nas primeiras semanas tive quem me ajudasse, mas agora sou só eu, cuidando de um bb de 2 meses, de um pai com parkinson e dando conta da casa...pra tudo se da um jeito!!!

  • 17/12/2009 - 19:11
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Kelly Resende

kellyresende@gmail.com

Leticia, estou gravida de 30 semanas e já preocupadissima com isso! Tenho uma faxineira uma vez por semana meio periodo, mas pra mim é obvio que não será sufuciente, ainda mais que tenho 5 gatos!!! Tb estou me mudando pra um ap bem maior, mais espaço, mas em compensação, mais coisas pra limpar. Normalmente eu já não consigo dar conta das tarefas domesticas, só como fora de casa, nem quero pensar em como vou fazer! Se encontrarem a formula tb queroooo!

  • 10/12/2009 - 23:44
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Thaty

tatianalves@yahoo.com

Oi! Não é fácil mesmo. Eu tenho dois, um que fará 6 anos em janeiro e outra que fará 2 meses no dia 16. E não tenho empregada, nunca tive. Na primeira semana meu marido ficou comigo e fez tudo, na segunda foi a minha mãe. Na terceira já fiquei por minha conta. E meu marido ainda inventou de vir almoçar em casa...rs Mas nem tudo é filme de terror. Meu mais velho estuda em período integral (eu trabalho o dia todo, agora tô em licença maternidade). E tenho uma faxineira que vem uma vez por semana. Talvez o segredo seja não exigir de si mesma a perfeição. A gente faz o que dá, do jeito que dá. A Alice passou a noite chorando com cólicas e dormimos a manhã toda pra compensar? Marido traz marmita ou comemos lasanha. Qdo ela dorme, eu aproveito pra lavar a louça ou colocar a roupa na máquina. Arrumar a casa? Só qdo dá, eu tento mesmo é manter a arrumação da faxineira. Almoço requintado, daqueles que demoram horas pra ficar prontos? Que nada, só receitas práticas mesmo. E se quero fazer algo melhorzinho, faço na noite anterior, qdo meu marido tá em casa e pode ajudar. E assim vamos levando, as coisas tão indo relativamente bem. Qdo eu voltar a trabalhar, vou ter que arrumar alguém pra ficar com as crianças, já que não temos dinheiro pra colocar os 2 em período integral. Boa sorte!!

  • 10/12/2009 - 22:24
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Mamie Bella - Letícia

leticia@notasdebeleza.com.br

Oi, Consuelo! Então, eu não perdi nenhuma aula de como ser supermulher e cuidar de casa, bebê e marido ao mesmo tempo. de fato beira o impossível! então, como é que nossas mães conseugiam, hein? elas tb tinham funcionárias trabalhando para elas, né? Porque sozinhas, a tarefa é inviável... Bom, estou com outra funcionária aqui em casa. Graças a Deus, está tudo indo muito bem agora! Beijocas, e boa sorte procê no seu duplo-twist-carpado diário, viu?

  • 10/12/2009 - 18:23
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Cynthia Santos

cynthia@casapoderosos.net

Não, amiga, NÃO dá conta... a minha história de terror foi um pouquinho pior... além dessa correria toda que você descreveu, meu filhote ainda abria o berreiro todo santo dia às 16h e só parava às 22h... e eu, sozinha de tudo, quase surtei... também pedi arrego à Mamãe, ia pra casa dela às 8h da manhã e só voltava às 22h... e só foi melhorar lá pelo quinto mês... mas ainda assim, ser Mãe é tudoi de bom!! Paciência e persevreança! (E o marido, coitado...sofre mesmo!)ehehehe Beijo grande!

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