AG e DG - Antes e depois da Gravidez – o que mudou
por Lyanne Rehder às 15:16 em 19/03/2010
Mudou tudo. No corpo e na alma.
A começar pelos cabelos. Sim, eles caem. Eu havia dito no
post sobre Vaidade que não tinha problemas com isso, mas a leitora Renata Silver sabiamente me avisou que isso iria acontecer e, voilá... cabelos caindo aos montes. Mas sei que não vou ficar careca. É só uma renovação natural, mesmo que tardia. Pesquisei sobre o assunto e falo em detalhes no próximo post.
No corpo, agora que o bebê está com quatro meses, minha pele anda mais ressecada do que o normal. Mas nada que um bom óleo de banho e um hidratante poderoso não resolva.
As unhas... pasmem: agora tenho unhas encravadas nos dedões dos pés. Credo!!! Uma coisa nada poética de se dizer sobre “depois da gravidez”, mas é isso mesmo. Antes não tinha problemas com essas mazelas. Ao final da gravidez eu ainda conseguia cortar sozinha as minhas unhas dos pés, mas acho que o malabarismo que eu fazia acabou fazendo com que as unhas nascessem tortinhas, encravando. Foi esse o preço da “independência”.
E o paladar? Que surpresa! Coisas que eu detestava antes da gravidez, agora como com boca boa, como é o caso dos tomates. Rúcula, pepino e berinjela também entraram no cardápio. Nada mal, ainda mais porque vou querer apresentar ao Gael – quando for a hora – todos os sabores saudáveis dos nossos alimentos e pra isso eu preciso “dar o exemplo” comendo também. Mas bife de fígado quem vai comer é o pai ;)
O olfato. Lembra que quando a gente fica grávida pode enjoar de alguns perfumes. Pois é, enjoei definitivamente. Os perfumes que o Marcelo - minha amada cara metade - usava quando engravidei e que foram “barrados” durante a gestação, ainda não são bem vindos. A tolerância zero para perfumes doces se mantém firme e forte até hoje.
A cicatriz da cesariana. Essa incomoda a todo instante. Para quem não acompanhou a minha luta por um
parto natural que terminou numa cesariana (também pode ler o relato
aqui onde a versão é a do próprio filhote).
E a postura? Essa já foi pro beleléu. Desde o parto que minha postura ficou mais curvada para frente. Por causa da cicatriz da cesariana eu não esticava o corpo direito pra andar. Isso somado ao peso dos seios e à postura de concha que eu faço toda vez que vou amamentar... já viu né? RPG urgente!!
Na alma as mudanças são bem mais significativas.
Antes ficava horrorizada com algumas mães e com determinadas atitudes em relação aos seus rebentos. Pensava: Credo! Como ela não faz assim ou assado? A informação ta ai na cara de todo mundo, porque ela não pesquisa e aprende?
Pois bem, fui eu quem aprendeu alguma coisa. Aprendi a não julgar as outras mães. Cada uma tem suas limitações e seus motivos para fazer o que faz do jeito que faz.
Mudei por dentro. Penso lá na frente sobre quais as conseqüências que minhas (nossas) atitudes hoje podem afetar nosso filho no futuro, seja a curto, médio ou longo prazo.
Isso, por vezes dá um nó na nossa cabeça. Quanta responsabilidade! Será que tomamos a decisão certa sobre esse ou aquele assunto?
Chupeta ou dedo? Pega no colo ou
deixa chorar? Dorme no nosso quarto ou no quarto dele?
Mama no peito ou na mamadeira?
E quando pensamos em como educaremos o pequeno? Aaaafff! Isso pode levar a gente à loucura!
O melhor a fazer é observar, pesquisar e estudar sobre cada assunto, agir conforme nossas convicções e instintos e torcer para que a decisão tomada seja a melhor para nosso pequeno.
O mais importante e que temos total segurança é sobre o amor que sentimos por nosso bebê e acho que esse sentimento será o nosso melhor guia nas decisões.