Os primeiros 15 dias
por Juliana Eliezer às 19:16 em 26/09/2011
Sou mãe há um mês. Sinto toda a excitação, mas também toda a
insegurança trazidas por essa grande novidade. Verdade seja dita:
até que não estou tão insegura. Desde a maternidade, eu e Fred
causamos bastante espanto pela nossa desenvoltura com a Nina:
fizemos questão de mantê-la no nosso quarto o máximo de tempo
possível, inclusive durante as noites, e pedíamos para as
enfermeiras só a levarem quando fosse necessário (para banho,
exames, etc).
Falando em banho, quem deu o primeiro em casa fui eu, assistida
pela minha mãe. Repeti exatamente tudo o que a enfermeira ensinou
na maternidade e acho que me saí bem. Uma das coisas que eu tinha
medo era dar algo de errado durante o banho, e deve haver várias
leitoras que sentem a mesma coisa. Meninas, não se apavorem: não é
tão difícil assim. O primeiro pode até não ser perfeito, mas depois
vocês se aprimoram. A única coisa que nunca se pode fazer é deixar
o bebê sozinho na banheira; de resto, para tudo há jeito.
Nina é uma bebê que, além de linda e muito meiga, é bastante
boazinha. Pede para mamar em intervalos de 3 horas e meia, mais ou
menos, e só chora realmente quando precisa da gente para algo - nem
que seja um colinho. Exceção feita às temidas cólicas: achamos que
ela teve algumas, durante dois dias em que ela esteve
particularmente chorona e irritada. Nós não sabemos bem o que fazer
nessas horas (e pelo visto, ninguém sabe), mas temos algumas cartas
na manga: um bom colinho do papai de bruços, um cueiro cheirosinho
para embrulhá-la, um banhinho relaxante seguido de mamada são
algumas coisas que a gente já aprendeu que atenuam o desconforto.
Ah, a almofada recheada com lavanda que vai ao microondas para
ficar morninha ajuda bastante também!

Nina já pode fazer passeios pela rua
com a gente, e nessas horas interage bastante, faz caras e bocas,
tenta fixar os olhinhos ainda azuis nas coisas que vê ou no seu
boneco preferido que está sempre com ela no carrinho. Depois,
embalada pelo movimento, cai no sono e a mamãe aqui aproveita pra
descansar também!
E a coisa mais curiosa foi a reação dos cachorros à chegada dela:
não tiveram ciúme nenhum, só um misto de curiosidade e afeto. A
pediatra liberou (ainda bem!) o contato com cachorros, desde que
num primeiro momento a gente evite lambidas. Barak, coitadinho,
anda louco pra dar um monte de beijos na Nina, mas pelo visto terá
que esperar. Tudo indica que esses bichinhos, que foram meus
amigões na gravidez e antes dela, serão grandes amigos da minha
filha também.