Nem preciso dizer que minha vida mudou completamente depois que ela
nasceu. Quando a gente não pensa em ser mãe e escuta outras
mulheres dizendo isso, pode pensar "ai, lá vem o clichê". Mas o
clichê é super verdadeiro. Acordar de madrugada ganha um sabor todo
especial quando aquele pacotinho de gente te vê chegando perto do
berço e cai na risada. Recompensa para as mil trocas de fralda?
Deitado no trocador, o bebê conversa com a mãe: "gugu, cucu, aiai".
E quando o choro é insistente e mais alto do que um show de rock,
mas cessa só de a gente fazer menção de pegar no colo? Ai, que
delícia.
Já aprendi que ser mãe nem sempre é fácil. A gente erra, faz coisas
bobas que podia ter evitado e não raro sente culpa por besteira, o
que é normal e compreensível. Mas percebi que, pra cada vez que
erro, acerto outras tantas. E fiquei contente com os comentários de
leitoras por aqui, elogiando minha honestidade quando falo de
situações que podem ser difíceis, diferente daquele estilo de vida
"comercial de margarina". Tentei passar pra vocês que as
dificuldades virão, mas é importante respirar fundo e seguir em
frente. Conversar com outras mães ajuda muito, inclusive com a
nossa própria. A maternidade também é bacana porque passamos a
entender melhor nossos próprios pais.
Mas e a Nina, como está? Sou suspeita pra dizer que está linda,
dona de olhos que mudam de cor, cílios compridíssimos e curvados, e
um sorriso arrasa quarteirão. Risonha e conversadeira, ela faz
amizade com todo mundo, desde os próprios brinquedos até
desconhecidos na rua. Não gosta muito de mamar, mas dorme a noite
toda (e eu jamais pensaria que poderia me referir a parcas 6 horas
como "a noite toda", mas os conceitos mudaram muito por aqui...).
Adora o banho, especialmente se tomado na companhia dos amigos de
borracha Polvo e Siri. Ainda não presta muita atenção nos animais
aqui de casa, mas já é a queridinha do Barak e do Ringo: o primeiro
dorme debaixo do bercinho dela e o segundo late quando alguém se
aproxima. Passa bastante tempo com o vovô coruja, a única pessoa
além de mim e do Fred que tenho certeza absoluta que ela já
reconhece. Ah, essa coisinha pequena alegra a minha vida de uma
forma que eu nunca achei que fosse possível.
No Mamie Bella, eu contei o que rolou com a gente desde um estágio
bem inicial da minha gravidez. Hoje, eu e Nina estamos aqui,
curtindo a vida adoidado que nem o Ferris Bueller, e fazendo isso
juntas. Agradecemos a quem nos acompanhou e torceu pela gente. Nada
na minha vida poderia ter dado mais certo, e espero corresponder a
tudo que a minha filha querida merece.
Nem preciso dizer que minha vida mudou completamente
depois que ela nasceu. Quando a gente não pensa em ser mãe e escuta
outras mulheres dizendo isso, pode pensar "ai, lá vem o clichê".
Mas o clichê é super verdadeiro. Acordar de madrugada ganha um
sabor todo especial quando aquele pacotinho de gente te vê chegando
perto do berço e cai na risada. Recompensa para as mil trocas de
fralda? Deitado no trocador, o bebê conversa com a mãe: "gugu,
cucu, aiai". E quando o choro é insistente e mais alto do que um
show de rock, mas cessa só de a gente fazer menção de pegar no
colo? Ai, que delícia.
Já aprendi que ser mãe nem sempre é fácil. A gente erra,
faz coisas bobas que podia ter evitado e não raro sente culpa por
besteira, o que é normal e compreensível. Mas percebi que, pra cada
vez que erro, acerto outras tantas. E fiquei contente com os
comentários de leitoras por aqui, elogiando minha honestidade
quando falo de situações que podem ser difíceis, diferente daquele
estilo de vida "comercial de margarina". Tentei passar pra vocês
que as dificuldades virão, mas é importante respirar fundo e seguir
em frente. Conversar com outras mães ajuda muito, inclusive com a
nossa própria. A maternidade também é bacana porque passamos a
entender melhor nossos próprios pais.
Mas e a Nina, como está? Sou suspeita pra dizer que está
linda, dona de olhos que mudam de cor, cílios compridíssimos e
curvados, e um sorriso arrasa quarteirão. Risonha e conversadeira,
ela faz amizade com todo mundo, desde os próprios brinquedos até
desconhecidos na rua. Não gosta muito de mamar, mas dorme a noite
toda (e eu jamais pensaria que poderia me referir a parcas 6 horas
como "a noite toda", mas os conceitos mudaram muito por aqui...).
Adora o banho, especialmente se tomado na companhia dos amigos de
borracha Polvo e Siri. Ainda não presta muita atenção nos animais
aqui de casa, mas já é a queridinha do Barak e do Ringo: o primeiro
dorme debaixo do bercinho dela e o segundo late quando alguém se
aproxima. Passa bastante tempo com o vovô coruja, a única pessoa
além de mim e do Fred que tenho certeza absoluta que ela já
reconhece. Ah, essa coisinha pequena alegra a minha vida de uma
forma que eu nunca achei que fosse possível.
No Mamie Bella, eu contei o que rolou com a gente desde
um estágio bem inicial da minha gravidez. Hoje, eu e Nina estamos
aqui, curtindo a vida adoidado que nem o Ferris Bueller, e fazendo
isso juntas. Agradecemos a quem nos acompanhou e torceu pela gente.
Nada na minha vida poderia ter dado mais certo, e espero
corresponder a tudo que a minha filha querida merece.