O João foi um sonho planejado, esperado, muito bem feito. Não digo
calculado, porque pra calcular você tem que prever o resultado, e
meu pequeno produtinho veio muito melhor do que qualquer encomenda.
A gravidez foi perfeita, sem contratempos ou estresse de qualquer
tipo. Engordei bastante (mais do que meu médico queria), fiz
enxoval, chupei laranja até a tampa e curti muito. Aí, na manhã do
dia 24 de agosto do ano passado acordei e senti algo estranho: a
bolsa havia estourado! Acordei o Marido, liguei para o médico,
tomei um banho caprichado. Um pouquinho antes de sair, as dores
começaram e lá fomos nós para o hospital.
Às 14h44 nascia meu João, de parto normal. Sua primeira atividade
foi sentir o cheirinho do peito da mamãe (o papai estava junto,
acompanhou tudo), e como eu esperava, já sentia o amor maior do
mundo. Amor de mãe, amor que dói de tão intenso.
Fomos pra casa juntos dois dias depois e o tempo foi passando. Ele
mamou, sorriu pela primeira vez, mandou um jato de cocô na parede,
mamou, descobriu a chata da cólica diária de 40 minutos, adorou os
banhos de balde, mamou, foi pra escolinha, fez sucesso, mamou,
ficou dodói e sarou algumas vezes e mamou de novo. Aí ele sentou e
passou a ver o mundo a partir de ouuuutra perspectiva, muito mais
interessante. Aí ele descobriu (sozinho, ninguém contou) como se
arrastar. Parecia um soldadinho na trincheira e nosso apartamento
ficou pequeno demais pra tanta curiosidade.
Quando ele tinha dez meses saiu da escolinha, mudamos de
apartamento e ele ganhou uma babá querida e um quartão só pra ele.
Sua primeira palavra com sentido mesmo foi 'bola'. Falou papai,
ainda não disse mamãe. Aí foi ficando cada vez maior, mais esperto,
ainda mais bonito. Arrancou uma torneira no muque, resolveu começar
a dançar (a primeira vez foi ouvindo Rolling Stones, vejam só!),
aprendeu a externar suas pequenas frustrações com gritinhos agudos
e tapas na cara dos incautos. Aí desenvolveu uma arma mais
poderosa: a cabeçada.
Hoje João é um pequeno aríete com cinco dentes, onze quilos e muita
coisa a dizer. Alegre e constantemente bem-humorado, está começando
a andar e logo vai dar um trabalhão verdadeiro. Dorme a noite toda,
mama leite tirado direto da vaca, adora ver vídeos de música no
Youtube com o papai, tem seu próprio violão e toda a pinta de que
vai ser líder da turma do fundão, dos mais pilantras do planeta.
Meu filho João, o pequeno Titã.
PS. Esse foi um resumo bem breve dos meus últimos dois anos, que
tive o prazer de compartilhar com vocês no Mamie Bella. É,
portanto, um prazer poder participar dessa despedida contando no
que deu tanta história...
Deu nisso:
O João foi um sonho planejado, esperado, muito bem
feito. Não digo calculado, porque pra calcular você tem que prever
o resultado, e meu pequeno produtinho veio muito melhor do que
qualquer encomenda. A gravidez foi perfeita, sem contratempos ou
estresse de qualquer tipo. Engordei bastante (mais do que meu
médico queria), fiz enxoval, chupei laranja até a tampa e curti
muito. Aí, na manhã do dia 24 de agosto do ano passado acordei e
senti algo estranho: a bolsa havia estourado! Acordei o Marido,
liguei para o médico, tomei um banho caprichado. Um pouquinho antes
de sair, as dores começaram e lá fomos nós para o
hospital.
Às 14h44 nascia meu João, de parto normal. Sua primeira
atividade foi sentir o cheirinho do peito da mamãe (o papai estava
junto, acompanhou tudo), e como eu esperava, já sentia o amor maior
do mundo. Amor de mãe, amor que dói de tão intenso.
Fomos pra casa juntos dois dias depois e o tempo foi
passando. Ele mamou, sorriu pela primeira vez, mandou um jato de
cocô na parede, mamou, descobriu a chata da cólica diária de 40
minutos, adorou os banhos de balde, mamou, foi pra escolinha, fez
sucesso, mamou, ficou dodói e sarou algumas vezes e mamou de novo.
Aí ele sentou e passou a ver o mundo a partir de ouuuutra
perspectiva, muito mais interessante. Aí ele descobriu (sozinho,
ninguém contou) como se arrastar. Parecia um soldadinho na
trincheira e nosso apartamento ficou pequeno demais pra tanta
curiosidade.
Quando ele tinha dez meses saiu da escolinha, mudamos de
apartamento e ele ganhou uma babá querida e um quartão só pra ele.
Sua primeira palavra com sentido mesmo foi 'bola'. Falou papai,
ainda não disse mamãe. Aí foi ficando cada vez maior, mais esperto,
ainda mais bonito. Arrancou uma torneira no muque, resolveu começar
a dançar (a primeira vez foi ouvindo Rolling Stones, vejam só!),
aprendeu a externar suas pequenas frustrações com gritinhos agudos
e tapas na cara dos incautos. Aí desenvolveu uma arma mais
poderosa: a cabeçada.
Hoje João é um pequeno aríete com cinco dentes, onze
quilos e muita coisa a dizer. Alegre e constantemente bem-humorado,
está começando a andar e logo vai dar um trabalhão verdadeiro.
Dorme a noite toda, mama leite tirado direto da vaca, adora ver
vídeos de música no Youtube com o papai, tem seu próprio violão e
toda a pinta de que vai ser líder da turma do fundão, dos mais
pilantras do planeta. Meu filho João, o pequeno Titã.
PS. Esse foi um resumo bem breve dos meus últimos dois
anos, que tive o prazer de compartilhar com vocês no Mamie Bella.
É, portanto, um prazer poder participar dessa despedida contando no
que deu tanta história...
Deu nisso: