Resposta de Dra. Paula Vilela Gherpelli
Vinte cinco anos, experiências mil. O currículo da Paula
impressiona, especialmente pela dedicação a profissão. Graduada na
USP, hoje ela é residente de ginecologia e obstetrícia no Hospital
das Clínicas e admite que o trabalho é seu grande hobby. Pretende
se especializar na sexualidade feminina e, por aqui, vai ajudar
cada mamie respondendo dúvidas, desvendando tabus e até mesmo com
um bom papo de amiga.
Como você sabe bem, a mulher sempre tem aquele tic-tac chato do relógio biológico incomodando nossas metas. Então, é bom que você saiba de algumas estatísticas: existem muitos fatores que podem causar infertilidade no casal. E caso isso ocorra, as técnicas que existem hoje de fertilização tem seus índices de sucesso reduzidos após os 32 anos, e muito reduzidos após os 35 anos.
Além disso, foi observado que filhos de mães com mais de 35 anos tem um índice aumentado malformações. E essas gestantes “idosas” (que horror esse termo né!) têm também um risco maior de ter complicações como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia (pressão alta na gravidez), entre outras. E se essa mulher tiver algum problema de saúde antes da gravidez, ele pode se agravar no decorrer dela.
Mas não quero que você saia correndo para engravidar depois de ler essa resposta, porque tudo isso são estatísticas. Elas são feitas para a população em geral, e não leva em consideração o antecedente pessoal e familiar de cada indivíduo.
Para que você consiga uma resposta mais direta e que realmente mostre para você o que deve ou não esperar do seu futuro, é preciso que procure um ginecologista. Ele irá avaliar todos seus fatores de risco e proteção, te examinar, investigar com exames complementares se achar necessário, e só assim você encontrará uma resposta mais objetiva e pessoal dessa dúvida que tanto lhe aflige.