Resposta de Dra. Paula Vilela Gherpelli
Vinte cinco anos, experiências mil. O currículo da Paula
impressiona, especialmente pela dedicação a profissão. Graduada na
USP, hoje ela é residente de ginecologia e obstetrícia no Hospital
das Clínicas e admite que o trabalho é seu grande hobby. Pretende
se especializar na sexualidade feminina e, por aqui, vai ajudar
cada mamie respondendo dúvidas, desvendando tabus e até mesmo com
um bom papo de amiga.
O uso da cinta após o parto tem como objetivo dar uma sensação de conforto à mulher. Ela não muda na diminuição e nem a flacidez final barriga. Para ficar com a barriga bonita após o parto, a mulher deve fazer exercícios físicos assim que seu obstetra liberar, e continuar caprichando na hidratação da pele, para permanecer lutando na guerra contra as estrias.
A cinta não é indicada após o parto normal, pois com a passagem do neném pelo períneo (vagina), os músculos e outros tecidos de sustentação da pelve (região interna da bacia) ficam mais frágeis. O uso da cinta, ao apertar a barriga, aumenta a pressão dentro dela, o que pode acabar forçando a bexiga e o útero a descer, podendo facilitar o aparecimento de prolapsos (quando a bexiga e/ou o útero ficam mais “caídos”). Após a cesárea, o uso da cinta é liberado a partir do segundo ao terceiro dia após o parto.