Resposta de Dra. Paula Vilela Gherpelli
Vinte cinco anos, experiências mil. O currículo da Paula
impressiona, especialmente pela dedicação a profissão. Graduada na
USP, hoje ela é residente de ginecologia e obstetrícia no Hospital
das Clínicas e admite que o trabalho é seu grande hobby. Pretende
se especializar na sexualidade feminina e, por aqui, vai ajudar
cada mamie respondendo dúvidas, desvendando tabus e até mesmo com
um bom papo de amiga.
A ecografia, por ser um exame inócuo para mãe e neném, não tem um limite máximo. Se você quiser, ou melhor, puder, pode fazê-la quantas vezes quiser. Porém, ela tem suas indicações específicas. No primeiro trimestre, mais precisamente entre 11 a 13 semanas de gestação, ela é de extrema importância para a datação correta da gestação (para se ter um parâmetro confiável da idade gestacional). Nesse exame inicial também é realizada a medida da translucência nucal, que serve de rastreamento para anomalias cromossômicas (como a síndrome de Down). No segundo trimestre, entre 18 e 24 semanas, é a melhor época para realizar o ultra-som morfológico, no qual todos os órgãos do neném são avaliados com o objetivo de verificar a presença de alguma alteração.
No terceiro trimestre, o exame ultra-sonográfico visa acompanhar o crescimento fetal, assim como a posição do neném dentro da barriga, a quantidade de líquido amniótico, etc. Porém, esse exame não é a única forma que existe para que se possa fazer um bom acompanhamento do final da gestação. Pelo contrário, se a gestante fizer um pré-natal com consultas regulares, em que se faça a medida da altura uterina, verifique a pressão arterial, realize a palpação do útero, escute o coração do neném, enfim, uma consulta completa, a ecografia funciona apenas como uma adjuvante no final da gestação, para se ter uma idéia aproximada do peso estimado do neném quando estiver perto do parto.