Resposta de Dra. Paula Vilela Gherpelli
Vinte cinco anos, experiências mil. O currículo da Paula
impressiona, especialmente pela dedicação a profissão. Graduada na
USP, hoje ela é residente de ginecologia e obstetrícia no Hospital
das Clínicas e admite que o trabalho é seu grande hobby. Pretende
se especializar na sexualidade feminina e, por aqui, vai ajudar
cada mamie respondendo dúvidas, desvendando tabus e até mesmo com
um bom papo de amiga.
Como todos já sabem, a gripe A H1N1 tem como um dos grupos de risco as gestantes. Por isso, é de extrema importância para a grávida saber com quais sintomas ela deve ou não deve se preocupar, e quando ela tem um quadro que pode ser suspeito dessa gripe. De um modo geral, toda gestante que tenha febre de início abrupto, com temperatura igual ou maior que 38°C, associada à tosse e/ou falta de ar, deve procurar um dos serviços de referência para avaliar a possibilidade de ter essa gripe. Outros sintomas que podem coexistir com esses são: dor muscular, dor de garganta, dor nas juntas, cansaço, dor de cabeça, tosse seca, diarréia e vômitos.
Transmissão:
A transmissão dessa gripe se dá pelas gotículas (“mini-gotas”) eliminadas na tosse, espirro, ou pela fala. Ela inicia 24 horas antes do aparecimento dos sintomas da gripe, e se estende até 7 dias. Desta forma, para evitar a contaminação, a principal medida de prevenir a gripe é a higiene das mãos. Se uma pessoa tiver tocado uma superfície que contenha saliva de uma pessoa infectada e levar as mãos à boca ou olhos, pode se infectar. A higiene das mãos pode ser realizada com água e sabonete ou com álcool gel a 70%. Sempre que possível deve-se evitar aglomerações ou locais pouco arejados, e deve-se manter uma boa alimentação e hábitos saudáveis.
Grupos de risco:
Outras condições que também são caracterizadas como de risco para os casos graves da gripe A H1N1 são:
· menores que 2 anos
· adultos com idade maior ou igual a 60 anos
· obesos com índice de massa corpórea > 30
· imunossuprimidos (infecção pelo HIV, transplantes ou pessoas em uso de medicamentos imunossupressores)
· adultos e crianças portadores de doenças crônicas como diabetes, problemas no coração, problemas nos pulmões (asma, bronquite), doença no fígado;
· profissionais da saúde e cuidadores de instituições de cuidados aos pacientes crônicos
Aleitamento materno
O aleitamento materno deve ser mantido mesmo em mães com casos confirmados e em vigência de tratamento. Orienta-se às mães lavar frequentemente as mãos (antes e depois) e a utilizar máscaras cirúrgicas durante a amamentação.