Resposta de Dra. Paula Vilela Gherpelli
Vinte cinco anos, experiências mil. O currículo da Paula
impressiona, especialmente pela dedicação a profissão. Graduada na
USP, hoje ela é residente de ginecologia e obstetrícia no Hospital
das Clínicas e admite que o trabalho é seu grande hobby. Pretende
se especializar na sexualidade feminina e, por aqui, vai ajudar
cada mamie respondendo dúvidas, desvendando tabus e até mesmo com
um bom papo de amiga.
Hidroginástica e Gravidez
Na gravidez, com o aumento do peso do corpo e o crescimento da barriga, os exercícios aquáticos tornam-se ótimas alternativas para que a mulher possa realizar uma atividade física sem impacto. Desta forma, a hidroginástica se tornou uma prática muito indicada para gestante. Além da diminuição do impacto durante o exercício, que ajuda a prevenir lesões, machucados nas articulações, a hidroginástica tem outros benefícios que ajudam muito no decorrer da gestação.
As pesquisas que comparam esportes aquáticos e terrestres durante a gravidez têm mostrado que as mudanças na temperatura do corpo, na freqüência cardíaca e na pressão arterial são menores na água. Quando a mulher faz exercício na água, a pressão hidrostática (pressão que a água faz sobre o corpo da mulher) estimula os rins a filtrar mais o sangue, o que resulta num aumento da produção de urina. Isso funciona como uma drenagem natural do edema do corpo da mulher, resultando na diminuição do inchaço, e consequentemente numa perda de peso maior.
Uma informação importante que toda gestante deve saber é sobre a temperatura da água, que deve ser entre 28° a 30°C. Se fizer exercício numa piscina mais quente, o corpo não perde calor suficiente com a água, aquecendo muito o corpo do neném. Como ele ainda não consegue regular a temperatura do seu corpo, esse calor a mais pode ser prejudicial.
Por fim, após sair da água, a grávida deve tirar sua roupa de banho em seguida e secar bem suas partes íntimas. Ao contrário do que muitas pensam, não é o contato direto com a água durante o exercício que propicia o aparecimento de corrimentos, mas sim o ato de ficar com a roupa de banho molhada em contato com as partes íntimas por um período prolongado.