Ser pai também é padecer... no paraíso

12/08/2011 19:10 por Blog MEN

Loiro, ruivo ou moreno, alto ou baixo, presente ou ausente, pai todo mundo teve ou tem. Mas e quando o pai é você? O que muda na vida? Como é ter alguém que depende de você? Que tipo de exemplo você quer dar pro seu filho?

Conversamos com alguns homens que já são pais, cada um com uma história diferente pra nos contar e separamos algumas das coisas mais legais que eles falaram sobre a experiência pra você ter uma ideia de como é.

Eles nascem...

bebeDaniel Soares já tinha um filho de 5 anos quando descobriu que seria pai de novo - e dessa vez em dose dupla: gêmeos! A gravidez transcorreu com algumas complicações e os bebês nasceram prematuramente.  Um deles teve que ficar por meses em tratamento especial. "Foi sem sombra de dúvida a pior sensação de angústia, tensão e medo que já senti na vida. Uma dor que doi na alma, que deixa o coração do tamanho de uma ervilha", relata Daniel.

Apesar do susto, a dificuldade uniu ainda mais a família: "É difícil lidar com a situação, porque é muito extremo, muito hard, e você ainda tem que se manter forte porque precisa trabalhar e principalmente transmitir confiança e pensamento positivo para sua esposa. Afinal, além da tensão com os bebês na UTI, ela ainda está em um pós operatório, com os hormônios alterados e uma carga de sentimento enorme." O pequeno acabou de deixar de ser dependente de oxigênio circulante, "o melhor presente de dia dos pais que já ganhei", diz ele.

Crescem...

Guilherme Loureiro é publicitário e tem uma vida bastante corrida, com horários loucos. Pai de uma princesinha (como ele diz) de 5 anos e um moleque aloprado (também definição dele) de 2, Guilherme se esforça para estar perto deles sempre que consegue. Mas não é fácil. "É muito difícil ficar longe, porque acabo perdendo bons momentos, como o primeiro passo, a primeira palavra... Eu sou chorão pra caramba, então quando perco alguma coisa dessas, acabo me sentindo triste e querendo trabalhar de casa". O jeito? Aproveitar ao máximo quando estão juntos. "Quando eu chego em casa, eu sou 100% deles. Vejo desenho (nunca mais vi TV normal), leio historinha, brinco na rede, vemos as estrelas, dou comida, troco fralda... E faço questão de fazer tudo isso: é o meu momentinho com eles, que dura até eles dormirem."

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Ele fica emocionado só de contar: "A coisa mais legal é chegar em casa e eles saírem correndo para te abraçar. Não tem preço isso. Ou então, quando eles acabaram de nascer e estavam chorando, eu peguei ambos no colo e nas duas vezes, os dois escutaram a minha voz e pararam de chorar. Ser pai é isso, emoção a todo segundo, adrenalina pura."

Viram adolescentes...

Zander Catta Preta é analista de marketing. Carioca, mora em São Paulo há alguns anos. Passou a ser "fornecedor" quando a Catarina nasceu, 13 anos atrás. Ela vive com a mãe, no Rio de Janeiro e, apesar de ir visitá-la sempre aos finais de semana e nas férias, a saudade bate forte, por não conseguir compartilhar a vida dela: "Não sei quem são seus heróis ou ídolos - embora provavelmente não faria diferença se eu morasse no Turquistão ou na esquina da casa dela. É coisa da própria adolescência!"

Para ele, o que irrita na relação com sua filha é ela gostar de bandas que ele não gosta! Ele é fã de rock mais pesado e ela prefere ouvir bandas teen. Mas eles acabam lidando bem com isso: "É uma irritação que vira gozação, que vira piada, que vira um CD de presente (dois, na verdade: um da banda que ela gosta e outro de uma banda que eu gosto), que vira um pacote de livros..."

A respeito da experiência de ser pai, Zander define em uma frase "a gente fica melhor quando põe alguém no mundo". Segundo ele, "Em princípio o foco muda, os objetivos mudam, o fim para tudo que você faz não é mais para satisfação apenas tua, mas há um outro ser que precisa de ti, para quem você será um exemplo ou A referência por um tempo. A minha "arte", meus desenhos, meus textos, meus empregos, meus gostos, a minha vontade de mudar, a mudança em si... Tudo é fruto para eu tentar ser um eu melhor para ela. Para ela poder dizer um dia: 'meu pai me dá orgulho.'".

Eden Wiedemann é pai do Filipe, também com 13 anos, mais conhecido como "Ogrinho" entre os amigos. Eden veio para São Paulo trabalhar, e recentemente Filipe veio morar com ele na capital, decisão tomada em consenso com a ex-mulher, já que a presença paterna é tão importante nessa fase. Parece que acertaram: "A relação que eu tenho com ele é um misto de companheirismo e cumplicidade, aquilo típico de grandes amigos somado aos cuidados de um pai. E é comum nos confundirem com irmãos pela forma como nos tratamos - ele me chama de champs ou manolo."

Mas com um adolescente em casa, não são poucas as preocupações: "A responsabilidade de CRIAR alguém assusta. O cuidado com as amizades, os alertas sobre drogas e doenças. Todo o esforço para fazer dele uma boa pessoa. Imaginar que o que ele será na vida, uma pessoa boa ou má, será em parte resultado de como fui presente na vida dele..."

Ser pai?

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Victor (5), Theo e Levi (8 meses) - os orgulhos do Daniel Soares

Pra quem ainda não é pai, mas quer ser um dia, eles dão conselhos:

Daniel diz: "Você pode até imaginar o quanto é bom ser pai, mas certamente ainda será melhor do que você imaginou. Ganhar um filho é uma das melhores coisas que pode acontecer na vida de um homem".

Guilherme acrescenta: "Se prepare, pois sua vida vai mudar, vai virar de ponta cabeça. Mas dê o seu melhor, cara, pois apesar de difícil, é satisfação garantida!".

E Zander completa: "Conte os dedos de seu filho quando ele nascer. Conte as lágrimas derramadas. Conte as histórias de carinho. Nunca deixe de dizer "eu te amo". Cante uma canção que você goste. Cante uma que ele/ela goste. Viva essa vida. É tu em outra forma, outra cabeça, outra vida."

Um feliz dia dos pais!

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